Anjinho perdido na podridão


03/12/2008


Escrito por Lee Lin às 04h59
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01/12/2008


(L)

Desde pequena ouço falar nesse tal HIV.

 

Meus heróis, que não morreram de overdose, foram vitimas do descuido, do descaso, do preconceito, do medo...

 

Quando Cazuza e Fred Mercury morreram eu era muito criança...

 

Quando Renato Russo se foi, chorei por que ali se encerrou um capitulo a parte da musica e eu jamais iria poder curtir Legião Urbana ao vivo (eu só tinha 10 anos e meio... ).

 

Quando meu melhor amigo abriu aquele envelope e eu vi seus olhos encherem de lágrimas ... ali sim eu entendi ... Essas coisas não se limitam aos poetas da musica, as prostitutas, aos gays, aos viciados...

 

Estava ali. Correndo nas veias do meu último herói.

 

Isso não quer dizer que seja o fim. Não precisa ser. Não tem que ser assim. Não era pra ser.

 

Isso já faz uns anos, e até hoje não sei o que pensar a respeito.

 

Sempre tive certeza do que sinto. Isso nunca mudou. Nem vai mudar.

 

Aí, todo dia primeiro de dezembro na tv e na internet aparecem zilhões de pessoas com um lacinho vermelho no peito, dizendo não ao preconceito, dizendo que é importante se previnir e todo aquele blá, blá, blá de sempre ...

 

De fato, é importante sim todo esse blá, blá, blá ... Só o que me aborrece é isso ser lembrado um dia a cada ano. Todos os dias as pessoas se expõe, todos os dias pessoas se contaminam e embora todo mundo esteja cansado de saber que HIV não é um bicho de sete cabeças, as pessoas ainda parecem não ter aprendido a lidar com isso quando se deparam de frente com um resultado positivo.

 

Faça o que quiser. Só não deixe de amar. Não deixe de cuidar. Nunca deixe desistir.

 

 

 

 

 

 

[LL]

Escrito por Lee Lin às 17h34
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